{"id":3540,"date":"2018-04-09T15:17:14","date_gmt":"2018-04-09T20:17:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/?page_id=3540"},"modified":"2018-04-09T15:17:14","modified_gmt":"2018-04-09T20:17:14","slug":"colonialismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/colonialismo\/","title":{"rendered":"Colonialismo"},"content":{"rendered":"<h2>Colonialismo ou colonialismos?<\/h2>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>O colonialismo e o imperialismo s\u00e3o fen\u00f3menos que se d\u00e3o nas sociedades humanas que, desde que existem na Terra, se dedicam \u00e0s guerras e subjuga\u00e7\u00e3o dos vizinhos pr\u00f3ximos ou distantes.<!--more--><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><h5>Espanh\u00f3is, portugueses e a seguir ingleses e estadunidenses: a mesma palavra para males distintos?<\/h5>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/amazonie-slider4-low.jpg\" alt=\"Colonisation Colonisacion \" \/>A coloniza\u00e7\u00e3o do continente chamado \u201clatino-americano\u201d pelas na\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas pertence a esta categoria. Ela difere das coloniza\u00e7\u00f5es inglesa e francesa do norte do continente, das diversas coloniza\u00e7\u00f5es europeias de \u00c1frica, \u00c1sia ou Oce\u00e2nia, do imperialismo romano, napole\u00f3nico, vitoriano, inca, asteca, zulu, mongol, grego, genov\u00eas, mouro, sionista, franc\u00eas na Arg\u00e9lia, espanhol em Marrocos e Sara Ocidental, americano, persa, saudita, otomano, russo, japon\u00eas, chin\u00eas, dinamarqu\u00eas, viking, germ\u00e2nico, celta; e a lista poderia estender-se em p\u00e1ginas inteiras j\u00e1 que a grande maioria dos povos da Terra desbordaram e estenderam a sua presen\u00e7a e domina\u00e7\u00e3o sobre os povos, na\u00e7\u00f5es, estados, tribos, popula\u00e7\u00f5es exteriores \u00e0s suas \u201c\u00e1reas naturais\u201d.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>Em realidade \u00e9 porque n\u00e3o existem \u201c\u00e1reas naturais\u201d de determinados grupos de humanos que o fluxo leva de uma regi\u00e3o a outra os povos ou suas extens\u00f5es sob a forma de ex\u00e9rcitos, administra\u00e7\u00e3o, colonos, mission\u00e1rios, comerciantes.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>Seria dif\u00edcil, para n\u00e3o dizer imposs\u00edvel, encontrar algu\u00e9m que n\u00e3o seja culpado, <strong>ainda que as nossas inten\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam de cultivar a culpabilidade<\/strong>, mas chegar, n\u00e3o a reparar o passado, o que seria imposs\u00edvel, mas retific\u00e1-lo, instaurando um presente prometedor que se alimente dos ensinamentos que nos oferece a hist\u00f3ria, e que se construa projetando-se num futuro livre das consequ\u00eancias indesejadas dos atos passados.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><strong>N\u00e3o podemos estabelecer uma clara trajet\u00f3ria para o dito continente latino-americano sem uma introspe\u00e7\u00e3o ao traumatismo que foi a coloniza\u00e7\u00e3o particularmente b\u00e1rbara, que sofreu<\/strong> e  continua a sofrer como repercuss\u00e3o da cont\u00ednua espolia\u00e7\u00e3o que o esgotou durante cinco s\u00e9culos, da sua acultura\u00e7\u00e3o, da persist\u00eancia de estruturas sociais, dos modos de pensar, da organiza\u00e7\u00e3o da sociedade e dos costumes, cren\u00e7as e pr\u00e1ticas impostas pela invas\u00e3o luso-espanhola e prorrogadas pelo p\u00e9rfido colonialismo ingl\u00eas e o imperialismo americano.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>Estas tr\u00eas ondas de domina\u00e7\u00e3o continuam exercendo influ\u00eancias quantitativa e qualitativamente diversas, mas todas de \u00edndole maioritariamente nefasta.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><h5>Bol\u00edvia, alma do continente e exemplo de resili\u00eancia<\/h5>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/440px-Coat_of_arms_of_Bolivia_1825.svg_.png\" alt=\"Bolivia\" \/>O nosso afeto e carinho inclinam-se instintivamente para as na\u00e7\u00f5es que se afirmam com vista a se emanciparem, independentemente das medidas e decis\u00f5es que competem \u00e0 pol\u00edtica interna dos estados e sobre os quais n\u00e3o nos pronunciamos.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><strong>Entre estas na\u00e7\u00f5es se destaca a Bol\u00edvia<\/strong>, que surge como o cora\u00e7\u00e3o deste continente, geogr\u00e1fica e culturalmente. Isto se entende, parcialmente, se se considera que dois ter\u00e7os da sua popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o ind\u00edgenas, de entre os quais surgiu finalmente um presidente.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>Esperamos que outras na\u00e7\u00f5es sigam a via por ela aberta, j\u00e1 que n\u00e3o haver\u00e1 resolu\u00e7\u00e3o do \u201cproblema latino-americano\u201d sem um questionamento dos paradigmas impostos primeiro pelos iberos e depois pela m\u00e3o invis\u00edvel da Inglaterra e do imperialismo dos Estados-Unidos, que ap\u00f3s a ca\u00edda dos sistemas fascistas que patrocinaram, praticaram a pol\u00edtica de propaganda e endocrinamento a fim de reduzir os povos deste continente ao estado de suburbanos empobrecidos do sonho americano, que n\u00e3o \u00e9 mais do que um chorrilho de aspira\u00e7\u00f5es sonsas e narcisistas e a submiss\u00e3o a uma busca v\u00e3 dum bem estar puramente material e sem transcend\u00eancia.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><h5>Hist\u00f3ria como ci\u00eancia, hist\u00f3ria revisitada e hist\u00f3ria ideologizada<\/h5>\n<p>Qual teria sido a hist\u00f3ria destas comarcas sem a vinda dos europeus? Este questionamento n\u00e3o \u00e9 pertinente, pois nunca o saberemos. De todas as formas, em nenhum momento esta \u201cilha\u201d de 43 milh\u00f5es de quil\u00f3metros quadrados deveria ter entrado em contacto com o bloco indo-europeu e africano.<\/p>\n<\/li>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n \tSendo que de todas as formas deveria acontecer, seria prefer\u00edvel que tivesse sido levado a cabo sob melhores ausp\u00edcios. E se se considera o que era a arte mar\u00edtima de cada um naquele instante, dificilmente o \u201cdescobrimento\u201d seguiria o caminho inverso. Infelizmente, para o \u201cnovo\u201d e os \u201cantigos mundos\u201d, aqueles que o dominavam eram tamb\u00e9m os mestres, os servidores, da (re)-conquista e da agressividade.\n<\/ul>\n<ul><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/boat-bateaux-naves285.jpg\" alt=\"boat-bateaux-naves\" \/><br \/>\n \tForam os espanh\u00f3is, excitados por sete s\u00e9culos de reconquista e movidos por um afinco guerreiro e fervor religioso injetados na sua constitui\u00e7\u00e3o por esta prolongada obra b\u00e9lica, que primeiro atracaram nestas costas, o Evangelho numa m\u00e3o e a espada na outra, com os resultados que sabemos, ainda que talvez n\u00e3o sejam t\u00e3o negros como o que se cr\u00ea por a\u00ed, uma vez que n\u00e3o seria il\u00f3gico de todo considerar que as pot\u00eancias protestantes do norte, em luta com uma Espanha cat\u00f3lica e dominadora, amplificaram as coisas por interm\u00e9dio do seu predom\u00ednio editorial, em particular o de Amesterd\u00e3o, e da relativa liberdade pensar que a\u00ed nascia, para procurar uma lenda negra do seu grande rival do sul.<br \/>&nbsp;<\/p>\n<p> \tN\u00e3o obstante, para al\u00e9m de qualquer defesa que os <strong>luso-iberos<\/strong> consigam produzir, se manter\u00e3o os factos irrefut\u00e1veis e suficientes, sendo o mais inteiro de ente eles <strong>a sua chegada, que promoveu o processo de destrui\u00e7\u00e3o cujas consequ\u00eancias se prolongam at\u00e9 agora.<\/strong><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 uma ci\u00eancia, ou pelo menos tenta s\u00ea-lo. Deixemos prossegui-la isenta de ideologias. N\u00e3o pretenderemos atuar aqui como historiadores, se bem que os animamos e apoiamos para que se mantenha aceso o debate, j\u00e1 que a hist\u00f3ria como disciplina acaba sempre se perdendo nos debates vinculados a uma forma de milit\u00e2ncia. N\u00e3o desejamos que se recriem vers\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o dos interesses de uns e de outros. Incumbe-lhe manter-se firme e objetiva dentro dos limites estabelecidos pelo seu objeto, sem procurar favorecer nem os dominantes, nem as v\u00edtimas, o que parece ser uma tend\u00eancia pronunciada nesta <strong>\u00e9poca prop\u00edcia aos dogmas em favor da v\u00edtima<\/strong>.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><h5>Imperialismos pr\u00e9-colombianos<\/h5>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/inca-maya-aztec-161755_1280.png\" alt=\"inca-maya-aztec\" \/>Este continente n\u00e3o era um para\u00edso humano antes da chegada dos espanh\u00f3is, cr\u00ea-lo seria fazer ato de ingenuidade ou de m\u00e1 f\u00e9. Imp\u00e9rios existiam; Inca, Maia, Asteca, invasores brutais, predadores, sanguin\u00e1rios e tir\u00e2nicos. A escravatura, a guerra, as viola\u00e7\u00f5es, as castra\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, torturas e inclusive sacrif\u00edcios humanos integravam, em diversos graus, a realidade de todos estes povos, pequenos e grandes.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Isto n\u00e3o desculpa de forma alguma os conquistadores europeus. Todavia, n\u00e3o cedamos \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de transformar um imperativo de mem\u00f3ria e a necessidade de desculpas e das devidas compensa\u00e7\u00f5es morais e materiais, aos quais devem ser incumbidos aos Europeus, numa <strong>idealiza\u00e7\u00e3o dos tempos pr\u00e9-colombianos<\/strong>.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>A rejei\u00e7\u00e3o da coloniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve em caso algum ser contrabalan\u00e7ada por uma glorifica\u00e7\u00e3o cega de tudo o que ter\u00e1 existido antes e que cont\u00e9m tamb\u00e9m for\u00e7osamente uma parte da responsabilidade.<br \/>\nSe os povos aut\u00f3ctones tivessem uma melhor forma de racionalidade, t\u00e3o teriam acreditado que os deuses os viriam visitar. Se Inca Atahualpa n\u00e3o tivesse estado tamb\u00e9m cheio de si mesmo, n\u00e3o se teria tomado por um semideus e n\u00e3o teria ca\u00eddo na armadilha infantil de Pizarro. Se estes povos se tivessem unido contra o invasor, teriam resistido o suficiente para evitar serem humilhados e aniquilados desta forma.<br \/>\nN\u00e3o se trata de responsabilizar os conquistados da conquista mas de sugerir que as sociedades pr\u00e9-colombianas n\u00e3o puderam fazer-lhes frente porque estas mesmas padeciam de certos males: a irracionalidade, o imperialismo, as guerras e rivalidades internas; a aus\u00eancia de uma consci\u00eancia continental que teria juntado imensos ex\u00e9rcitos contra os europeus; a tirania e o estatuto quase divino dos emperadores ou reis que do cimo do seu todo-poder, n\u00e3o levaram a s\u00e9rio os punhados de Espanh\u00f3is que desembarcaram nas suas costas\u2026<br \/>\n\u2026 e por vezes a inoc\u00eancia dos pequenos povos, e \u00e9 l\u00e1 que talvez esteja o aspeto mais terr\u00edvel da conquista de todo o continente: o abuso de povos inocentes que, mesmo que pudessem ter os seus momentos de viol\u00eancia, guardavam tra\u00e7os do \u201cbom selvagem\u201d, ou seja, daquele que ainda n\u00e3o teve a capacidade de desenvolver um mal t\u00e3o grande em si para se questionar, nem mesmo ser capaz de conceber que tal perigo, como foi aquele que se abateu sobre o seu mundo, fosse poss\u00edvel. Isto ultrapassava os limites da sua imagina\u00e7\u00e3o. E no fim acabou tudo. E o que \u00e9 que pode ser pior que o fim do nosso mundo?<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o deve servir de pretexto para mitigar o <strong>esplendor de civiliza\u00e7\u00f5es que eram em muitos aspetos superiores ao que se propunha ent\u00e3o na Europa. O resgate de elementos culturais, espirituais e ideol\u00f3gicos pr\u00e9-colombianos e a sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias modernas deve levar-se a cabo de forma adequada e desenredado das tenta\u00e7\u00f5es de glorifica\u00e7\u00e3o. Sair das mentiras nas quais foi imerso este continente para entrar em novas mentiras n\u00e3o resultaria numa opera\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica, ainda que se entenda que assistamos a processos de embelezamento do que era \u201cdantes\u201d. N\u00e3o obstante, deveremos ter cuidado em nos contermos nos limites aceit\u00e1veis, e poder\u00edamos dizer, leg\u00edtimos, tratando ao mesmo tempo n\u00e3o frustrar nem inibir o entusiasmo daqueles que se v\u00e3o despertando de um prolongado pesadelo no qual foram limitados ao papel de v\u00edtimas mudas e invis\u00edveis<\/strong>.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>O certo \u00e9 que, para al\u00e9m das especula\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas e todos os revisionismos e relativiza\u00e7\u00f5es poss\u00edveis em ambas as dire\u00e7\u00f5es, as civiliza\u00e7\u00f5es que povoavam este continente antes da chegada dos europeus, o faziam de acordo com os seus modos de vida, ainda que n\u00e3o fossem perfeitos, nunca o s\u00e3o, e de forma alguma o eram na Europa, tendo sido definidos por estas e nenhum convite foi emitido para que fossem substitu\u00eddos por outros e nisso se definem <strong>os dois par\u00e2metros de inadequa\u00e7\u00e3o da coloniza\u00e7\u00e3o: o grau de imposi\u00e7\u00e3o do colonizador e a evolu\u00e7\u00e3o, para melhor ou pior, das condi\u00e7\u00f5es de vida dos colonizados.<\/strong><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><h5>Roma, o Inca e os luso-iberos<\/h5>\n<p>O imperialismo romano, assim como o inca se estenderam seguindo o jogo diplom\u00e1tico que se inseria dentro duma aceita\u00e7\u00e3o mais ou menos expl\u00edcita por parte dos \u201cd\u00e9beis\u201d da vantagens de se incorporar pacificamente \u00e0 pot\u00eancia dominante e em certa medida admirada, ou ent\u00e3o teriam a guerra e a invas\u00e3o armada. Em ambos os imp\u00e9rios as condi\u00e7\u00f5es de vida melhoraram.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/aztec-conquistador-545745_1280-1.jpg\" alt=\"aztec-conquistador\" \/>No que se refere \u00e0 conquista ib\u00e9rica, esta conseguiu estender-se com relativa facilidade, se se consideram os escassos meios que participaram ao in\u00edcio, porque houveram alian\u00e7as, aproveitando-se dos rec\u00e9m desembarcados, das tens\u00f5es internas, rivalidades e frustra\u00e7\u00f5es de povos subjugados pelos seus vizinhos mais fortes, sem destacar <strong>o impacto que causou a chegada em amplas naves de barbudos montados a cavalo e que possu\u00edam o \u201ctrov\u00e3o\u201d, e que, segundo se conta, foram confundidos por \u201cdeuses\u201d ou seus arautos<\/strong>.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a reside, de um lado, no repentino do choque: os conquistados n\u00e3o podiam esper\u00e1-lo e assim, ao menos preparar-se contra, nem sequer conceptualizar a possibilidade de tal encontro, j\u00e1 que ambas as civiliza\u00e7\u00f5es nunca tinha mantido a menor rela\u00e7\u00e3o e n\u00e3o conheciam as suas exist\u00eancias respetivas, e por outro lado na <strong>imposi\u00e7\u00e3o de parte dos invasores dum sistema que apenas servia os seus interesses e que era em quase todos os aspetos incompat\u00edvel e nefasto para os ind\u00edgenas<\/strong>.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><strong>Que uma civiliza\u00e7\u00e3o conquiste e subjugue a outra n\u00e3o constitui o problema do colonialismo e imperialismo, j\u00e1 que toda a civiliza\u00e7\u00e3o leva em seu seio, num grau ou outro, estas predisposi\u00e7\u00f5es. O problema reside na forma e nos resultados. Como se leva a cabo e o que resulta para as pessoas?<\/strong><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>O balance romano e inca tende a ser positivo, at\u00e9 muito positivo, segundo alguns crit\u00e9rios. Qual seria o balance da coloniza\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica?<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p>A seguir \u00e0 conquista, umas castas espanhola e portuguesa impuseram um sistema feudal ao modo tropical, revogando as estruturas sociais e econ\u00f3micas que prevaleciam previamente, assim como a sua organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e religiosa.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><h5>Al\u00e9m da conquista, o que veio depois trouxe a destrui\u00e7\u00e3o.<\/h5>\n<p>Uma derrota militar, ainda que acompanhada de um massacre, n\u00e3o acaba com uma civiliza\u00e7\u00e3o. O final surgiu com a imposi\u00e7\u00e3o de um sistema que era contr\u00e1rio aos interesses dos aut\u00f3ctones e que beneficiava em prioridade os invasores.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<li>\n<p>Se houve for\u00e7osamente elementos positivos \u2013 em todo o encontro, por t\u00e3o indesejado que seja, consegue-se sempre extrair algo de positivo \u2013 n\u00e3o seria perent\u00f3rio declarar que o processo, por etapas, foi globalmente negativo e que por conseguinte nenhum discurso apolog\u00e9tico deve pretender apoiar-se na vestimenta da aceita\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 sup\u00e9rfluo record\u00e1-lo, em particular \u00e0s massas, e inclusive \u00e0s elites espanholas e portuguesas para quem a mera ideia de apresentar uma forma de desculpas se aparenta a uma insuport\u00e1vel ofensa. Mas a\u00ed teremos de chegar, e todos juntos! Desculpas e indemniza\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<\/li>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>\n<p><h5>Um projeto gigante de descoloniza\u00e7\u00e3o se imp\u00f5e<\/h5>\n<p>Propomos aqui a nossa vis\u00e3o, as nossas pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es entre as quais as primeiras ser\u00e3o: deve-se celebrar gloriosamente o 12 de outubro, e <a href=\"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/para-acabar-com-america-latina\/\" target=\"_blank\">que se abandone a absurda e duplamente colonial denomina\u00e7\u00e3o de \u201cAm\u00e9rica Latina\u201d<\/a>.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colonialismo ou colonialismos? O colonialismo e o imperialismo s\u00e3o fen\u00f3menos que se d\u00e3o nas sociedades humanas que, desde que existem na Terra, se dedicam \u00e0s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-3540","page","type-page","status-publish","hentry"],"meta_box":{"imic_strict_no_header":"","imic_page_topbar_show":"","imic_page_specific_header":"","imic_page_logo_image":[],"imic_page_retina_logo_image":[],"imic_page_retina_logo_image_width":"","imic_page_retina_logo_image_height":"","imic_page_layout":"","imic_content_width":"","imic_content_padding_top":"","imic_content_padding_bottom":"","imic_pages_body_bg_color":"","imic_pages_body_bg_image":[],"imic_pages_body_bg_wide":"","imic_pages_body_bg_repeat":"","imic_pages_content_bg_color":"","imic_pages_content_bg_image":[],"imic_pages_content_bg_wide":"","imic_pages_content_bg_repeat":"","imic_page_header_show":"","imic_pages_Choose_slider_display":"0","imic_header_image":[{"width":150,"height":150,"file":"2016\/10\/Menu-Objetivos.jpg","filesize":77658,"sizes":{"woocommerce_thumbnail":{"file":"Menu-Objetivos-300x150.jpg","width":300,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":15471,"uncropped":false,"url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-300x150.jpg"},"woocommerce_gallery_thumbnail":{"file":"Menu-Objetivos-100x100.jpg","width":100,"height":100,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":3438,"url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-100x100.jpg"},"woocommerce_single":{"file":"Menu-Objetivos-600x82.jpg","width":600,"height":82,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":16160,"url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-600x82.jpg"},"thumbnail":{"file":"Menu-Objetivos-150x150.jpg","width":150,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-150x150.jpg"},"medium":{"file":"Menu-Objetivos-300x41.jpg","width":300,"height":41,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-300x41.jpg"},"medium_large":{"file":"Menu-Objetivos-768x105.jpg","width":768,"height":105,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-768x105.jpg"},"large":{"file":"Menu-Objetivos-1024x140.jpg","width":1024,"height":140,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-1024x140.jpg"},"post-thumbnail":{"file":"Menu-Objetivos-958x131.jpg","width":958,"height":131,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-958x131.jpg"},"600x400":{"file":"Menu-Objetivos-600x150.jpg","width":600,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-600x150.jpg"},"1000x800":{"file":"Menu-Objetivos-1000x150.jpg","width":1000,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-1000x150.jpg"},"sow-carousel-default":{"file":"Menu-Objetivos-272x150.jpg","width":272,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-272x150.jpg"}},"image_meta":{"aperture":"0","credit":"","camera":"","caption":"","created_timestamp":"0","copyright":"","focal_length":"0","iso":"0","shutter_speed":"0","title":"","orientation":"0","keywords":[]},"ID":"3209","name":"Menu-Objetivos.jpg","path":"\/home2\/descolinizacion\/public_html\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos.jpg","url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-150x150.jpg","full_url":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos.jpg","title":"menu-objetivos","caption":"","description":"","alt":"descolonizacion","srcset":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.descolonizacion.org\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Menu-Objetivos-100x100.jpg 100w"}],"imic_pages_select_revolution_from_list":"[rev_slider alias=\\\"home-french\\\"]","imic_pages_select_smart_from_list":"","imic_pages_slider_height":"","imic_pages_slider_image":[],"imic_pages_slider_auto_slide":"yes","imic_pages_slider_speed":"","imic_pages_slider_pagination":"yes","imic_pages_slider_direction_arrows":"yes","imic_pages_slider_effects":"fade","imic_pages_banner_color":"","imic_pages_breadcrumb_show":"","imic_pages_title_show":"","imic_pages_banner_bg_color":"","imic_post_page_custom_title":"","imic_pages_banner_text_color":"","imic_pages_title_alignment":"","imic_page_social_share":"","imic_select_sidebar_from_list":"","imic_select_sidebar_position":"","imic_contact_email":"lolohim@gmail.com","imic_contact_subject":"","imic_our_location_text":"","imic_contact_map_display":"no","imic_contact_map_box_code":"","imic_Choose_slider_display":"0","imic_select_smart_from_list":"","imic_select_revolution_from_list":"[rev_slider alias=\\\"home-french\\\"]","imic_slider_image":[],"imic_slider_auto_slide":"yes","imic_slider_speed":"","imic_slider_pagination":"yes","imic_slider_direction_arrows":"yes","imic_slider_effects":"fade","imic_switch_categories_post":"1","imic_category_to_show_on_home":["59"],"imic_number_of_post_cat":[],"imic_upcoming_area":"1","imic_latest_sermon_events_to_show_on":"letest_event","imic_custom_text_message":"","imic_advanced_event_taxonomy":[],"imic_going_on_events":"1","imic_custom_going_on_events_title":"","imic_advanced_sermons_category":[],"imic_all_event_sermon_url":"","imic_imic_featured_blocks":"1","imic_home_featured_blocks":"","imic_home_row_featured_blocks":[],"imic_home_featured_blocks1":"","imic_home_featured_blocks2":"","imic_home_featured_blocks3":"","imic_imic_upcoming_events":"1","imic_upcoming_event_taxonomy":[],"imic_custom_upcoming_events_title":"","imic_events_to_show_on":"","imic_imic_recent_posts":"1","imic_recent_post_taxonomy":[],"imic_custom_latest_news_title":"","imic_posts_to_show_on":"","imic_recent_posts_rmbutton":"2","imic_recent_posts_rmbutton_text":"","imic_imic_galleries":"1","imic_home_gallery_taxonomy":[],"imic_custom_gallery_title":"","imic_custom_more_galleries_title":"","imic_custom_more_galleries_url":"","imic_galleries_to_show_on":"","imic_galleries_background_image":[],"imic_switch_sermon_album":"1","imic_custom_albums_title":"","imic_number_of_sermon_albums":"","imic_sermon_albums_url":"","imic_gallery_pagination_to_show_on":"","imic_gallery_pagination_columns_layout":"","imic_show_gallery_title":"0","imic_gallery_masonry_to_show_on":"","imic_show_gallery_title_masonry":"0","imic_gallery_filter_columns_layout":"","imic_show_gallery_title_filter":"0","imic_advanced_gallery_taxonomy":[],"imic_advanced_event_list_taxonomy":[],"imic_advanced_post_taxonomy":[],"imic_advanced_blog_taxonomy":[],"imic_staff_to_show_on":"","imic_staff_grid_column":"","imic_advanced_staff_taxonomy":[],"imic_staff_select_orderby":"ID","imic_staff_select_order":"","imic_staff_excerpt_length":"","imic_events_timeline_view":"","imic_event_timeline_per_page":"","imic_blog_masonry_thumbnails":"0","imic_albums_select_orderby":"count","imic_albums_select_order":"ASC","imic_sermon_categories_custom_order":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3540"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3540\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3541,"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3540\/revisions\/3541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.descolonizacion.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}