A nossa visão do continente

    Um grande projeto continental que ultrapassará sem dúvida as nossas expetativas.

 

 

  • “Devemos reconstruir os Estados Unidos da América do Sul, que são a única barreira possível ao neocolonialismo que é o norte-americano.” Rael
    “A descolonização deve realizar-se: economicamente, com a grande recuperação do ouro e das demais riquezas saqueadas pela Espanha, principalmente, e também por Portugal; com a adoção de uma língua única, de uma moeda única para toda a América Latina, de um exército federal e, na medida do possível, já que infelizmente, os europeus e os seus descendentes que são os EUA apenas entendem isso, que esteja munida da arma nuclear.” Rael

 

  • A seguir vem o sumário da nossa visão do continente que expõe ações futuras assim como visões, o que significa propostas cuja realização é menos factível, ainda que não impossível e sobretudo oportuna, e que estão motivadas pela intuição de que mudanças de uma inédita magnitude, apenas imagináveis segundo os paradigmas vigentes, terão lugar em todo o planeta. A isso se adiciona a convicção de que grandes projetos, por muito utópicos que pareçam, são necessários à civilização e ao seu progresso, particularmente a seguir ao colapso dos ideais que vinham vinculados às religiões, aos humanismos e ao marxismo.

    Apresentamos um esboço dum grande projeto continental, do qual estamos convencidos que se realizará em parte, plenamente ou inclusive, mais para além das nossas esperanças. Vêm marcadas a laranja as ações prioritárias.

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  • descolonizacionTenhamos presente que a colonização é múltipla (leia “colonialismo”) e que se manifesta de variadas formas segundo seja total ou “apenas” militar, política, económica, cultural ou cultual e religiosa, começando pela sua forma mais visível: a ocupação completa, com aporte de populações, derrubamento mais ou menos inteiro das estruturas políticas, económicas e inclusive sociais do lugar, e confiscação do idioma e das culturas indígenas, a colonizações mais subtis e às vezes, por estarem dissimuladas, igualmente ou ainda mais nefastas, já que não exigem do colonizador que providencie os serviços mínimos que exige necessariamente a ocupação física e oficial. Por sinal, esta forma de colonização apresenta muitas vantagens. É a que aplicou a Inglaterra, “nação de lojistas”, na América Latina depois da expulsão dos espanhóis e portugueses, e a seguir os EUA até ao momento presente, exceto nos países que lhes resistem e sofrem fatalmente as consequências da sua oposição. O colonialismo de ocupação não concerne mais do que uns poucos territórios: as Ilhas Malvinas, a Guiana Francesa, algumas ilhas das Caraíbas… que deverão ser devolvidos ao continente. Mantêm-se as restantes formas, as que impõem decisões políticas, económicas, formas de pensar, de crer, de comer, de viver…
    Descolonização se opõe a todas estas modalidades de colonialismo.

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  • Amazónia :

    AmazoniaSeria conveniente que um Estado da Amazónia fosse fundado e governado pelos povos autóctones desta região onde a proporção de “colonos” é escassa e onde se mantiveram culturas pré-colombianas em proporções suficientes para que seja viável a constituição duma região com forte identidade indígena (RFII), para além das dos Andes e da “América Central”.

    Este novo estado não corresponderia necessariamente ao modelo de estado segundo se entende comummente, conceção ultrapassada por sinal, e se organizaria em vez uma confederação de nações autónomas reunidas num território limitado e protegido, que cobriria porções do presente Brasil, Bolívia, Perú, Colômbia, Equador, Venezuela, Suriname, Guiana e “França” (departamento da Guiana Francesa que deverá, por seu lado, se tornar independente).[véan Guiana Francesa]).

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  • Andes :

    AndesOs Andes são uma das três regiões com forte identidade indígena (RFII) do espaço dito “latino-americano”.

    Propomos a constituição duma República Inca que cobriria o território correspondente aos quatro suyo ou distritos do Império Inca ou Tawantinsuyo quando chegaram os conquistadores espanhóis, ou seja, as zonas Amazónicas do atual Equador, Perú, Bolívia e partes da Colômbia, Chile e Argentina, e talvez Brasil.

    A constituição da República Inca e da Confederação das Nações Amazónicas, para além do propósito de justiça que haveria na sua criação, desempenharia uma função geopolítica estratégica: equilibrar as forças em presença no continente com o propósito de evitar a deterioração das relações entre estados desproporcionados (ver Brasil).

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    Argentina :

    malvinas-malouines-falklandReconhecemos e apoiamos a soberania da Argentina sobre os arquipélagos das Malvinas e das Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul.

    Rael nomeou dois guias honorários argentinos : Léon Ferrari e Daniel Barenboim.

    “A descolonização da América do Sul ainda não acabou de todo. Por exemplo, ainda restam as Ilhas Malvinas que, logicamente, pertencem à Argentina e para as quais houve uma guerra. Então os ingleses enviaram colonos de força, para que houvesse uma maioria quando se votou. Enviaram pessoas a votar, perguntando: “Querem continuar sendo ingleses ou querem ser argentinos?” Claro que são eles que os enviaram, então votam… para isso […]” Rael
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  • Bolívia :

    La PazEste país está abrindo o caminho e apoiamos plenamente as políticas implementadas pelo governo do presidente Evo Morales a favor dos povos autóctones, que estejam relacionadas à reapropriação dos costumes e tradições ou das riquezas naturais e económicas.

    Consideramos a Bolívia como o «coração do continente» e La Paz como a capital continental da resiliência da civilização pré-colombiana. Também queremos vê-la como uma espécie de Jerusalém (Yir’u Shalem significa literalmente cidade da paz) da ex América Latina, não apenas pela coincidência toponímica, mas acima de tudo pelo seu poder regenerativo, de alguma forma espiritual, que dela emana.

    Apoiamos as reivindicações da Bolívia para recuperar um acesso soberano ao mar, perdido com a Guerra do Pacífico, em grande parte fomentada pelo imperialismo inglês.

    Em fevereiro, de 5 a 8, 71dH/2017, apresentaremos o projeto Descolonização em La Paz.

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    Brasil :

    Ipanema Beach BrazilO território do Brasil cobre 48% da superfície do continente sul-americano e conta com uma proporção mais ou menos equivalente da população. Isto poderia constituir, num momento dado, um fator de instabilidade e de tensões com os países fronteiriços, se acontecer que o Brasil tome partido de uma política expansionista. Existe um rasgo de imperialismo brasileiro que resulta da desproporção “natural” entre esta nação e a dos seus vizinhos.

    Convém confiar que, consciente do seu tamanho, este país desempenhe o papel de “bom gigante” e que não caia na tentação de se impor sobre o resto de um continente que soube, desde há uns cento e cinquenta anos, evitar, em parte, conflitos armados entre as nações, o que não apenas o honra mas também constitui uma vantagem enorme sobre os demais continentes, e é de bom augúrio quanto à sua futura unificação. O idioma quase comum a todos estes estados: o espanhol e a proximidade com o português constituem outra tamanha vantagem, ainda que juntamente com os “idiomas coloniais”, deverão ser promovidos, ensinados e valorizados os idiomas autóctones.

    Confiamos na FUNAI (Fundação Nacional do Índio) para a implementação de políticas justas a favor dos povos indígenas.

    Rael nomeou um guia honorário brasileiro

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  • Colômbia :

    ColombiaSeguindo as considerações a respeito à mudança de nome do continente, propomos que a Colômbia, nome derivado de quem iniciou o processo de colonização que atingiu este continente, volte ao seu nome “de origem” de Huisca e a sua capital Bacata.

    Também em todo o continente deverão levar-se a cabo estas mudanças de nome, substituindo-os por nomes genuínos ou criando novos. Não hesitem em fazer-nos propostas ou encaminhem diretamente os pedidos às autoridades competentes ou a jurisdições indígenas autónomas que os proclamem por si! Informe-nos então para irmos constituindo o novo mapa toponímico do continente.

    Fim da presença militar estadunidense (sob o pretexto da luta contra o narcotráfico).

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  • Ecuador :

    Rael nomeou o presidente Rafael Correa como guia honorário do Movimento Raeliano.

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  • Espanha :

    conquistadorA Espanha deverá pagar compensações aos países que colonizou. Definiram-se os montantes e beneficiários no âmbito de uma Grande Conferência da Indeminização. A Espanha poderia optar por legar uma porção do seu território a uma entidade representando os Estados “hispano-americanos”. Este território poderia ser as Ilhas Canárias, ela mesma colónia espanhola, que se constituiria então como cabeça-de-ponte da cooperação entre a ex América Latina e a África, continente ao que retornaria, uma vez realizada a sua unificação.

    Este processo será penoso para um país que mantem uma postura de orgulho quanto à sua obra colonial à qual associa a sua grandeza, prova disso é a festa nacional celebrada no 12 de outubro. Em princípio, esta deveria corresponder a uma data de libertação, ao advento de um notável momento nacional. O grande momento nacional deste país corresponde ao início da subjugação de um continente e da destruição dos seus habitantes e culturas!

    A Espanha mostra a pior cara do colonialismo europeu. Não apenas não se arrepende nem se questiona acerca disso, mas ainda o celebra! Vergonha para ti Reino de Espanha! Oxalá que os países que estiveram sob o teu jugo sejam mais amáveis contigo do que tu foste com eles quando os ocupaste!

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    Guiana Francesa :

    guyan guyanaEsta última colónia europeia em solo sul-americano deve obter a independência e converter-se no primeiro estado livre da Amazónia, que ofereceria assim um acesso por mar a uma eventual confederação amazónica na qual se integraria (como Província da Amazona Oceânica, por exemplo).

    Os europeus e russos poderão continuar a utilizar as suas bases de lançamento espacial em troca de um aluguer e da integração de cientistas, investigadores e técnicos “latino-americanos”. Os ingressos desta renda deveriam ser investidos na investigação científica e tecnológica deste continente.

    As restantes possessões das Caraíbas, assim como os Territórios franceses do Ultramar, sem falar dos povos reunidos na França metropolitana que o solicitarão, devem obter a sua independência.

    “Qual é o único país europeu que mantém uma colónia na América do Sul? A França com a Guiana. Trata-se de um grande país, é imenso e ainda continua sendo uma colónia.” Rael
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  • México – América Central :

    santa-fe-mexico
    Propomos:

      – que se constitua uma República Federativa de Ixachitlan, que incorporaria os Estados de México e os países da América Central, para além de alguns territórios incluídos nos atuais Estados Unidos. Este bloco faria frente ao imenso vizinho do Norte. Constituiria uma das três grandes regiões com forte identidade indígena do continente “latino-americano”.

      – a oficialização do náhuatl como idioma cooficial do México, assim como as demais línguas pré-colombianas da região.

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  • Nicaragua

    Nicarágua:

    Felicitamos o governo deste país por ter, desde 2007, seguido a via aberta pela Venezuela que renunciou à celebração do 12 de outubro como o Dia da raça ou Dia da hispanidade, e que o substituiu pelo Dia da resistência indígena..

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  • guarani paraguay

    Paraguai :

    Este país é exemplar quanto à questão linguística já que o guarani é reconhecido, desde a sua criação, como língua oficial.

    Bolívia adotou também uma política plurilinguística (33 idiomas indígenas são cooficiais). Algum dia, será a totalidade da população do continente que acabará sendo bilingue com a língua colonial e outro idioma autóctone.

    Recuperação do território que perdeu com o Brasil, Argentina e Uruguai durante a Guerra – atroz – da “Tríplice Aliança”, fomentada pelo imperialismo inglês (o que ilustra a segunda fase de colonização – desta vez inglesa – económica e, por conseguinte, mais discreta, mas não menos devastadora).

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  • Venezuela :

    Rael nomeou como guia honorário do Movimento Raeliano o presidente Hugo Chavez

          Chavez    
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  • “A descolonização da América Latina inclui a questão religiosa. Se requere também uma descristianização deste continente”.
    Rael

     

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